Sob o manto de veludo do Cosmos, onde o silêncio é a única prece,
A carruagem de Artemis II rasga o véu do abismo.
Não é metal que sobe, mas o desejo Humano por imortalidade e poder.
Buscando nos olhos da Lua o reflexo de um destino que ainda não ousamos tocar.
Batemos recordes de distância, rompemos a barreira do céu,
Mas que glória há em tocar o solo lunar, se o solo do coração permanece árido?
Enquanto a Orion traça órbitas de luz, o homem traça linhas de sangue na terra.
O ano é 2026: o ápice da técnica, o abismo da ética.
Armas que prometem a paz entregam o vazio; o "progresso" que divide é apenas retrocesso com novo nome.
"O amor é o navio que nos leva ao oceano do infinito", eu diria.
E mestres em sabedoria responderiam: "O mundo é um palco", e nós estamos errando o script.
Por que buscar água em Marte se deixamos secar a fonte do afeto no vizinho?
A galáxia lá fora é vasta, mas a galáxia interna é profunda e clama por cuidado.
O mistério não está no vácuo espacial, mas no vácuo de um abraço que não foi dado.
A exploração real não é sobre bandeiras fincadas, mas sobre barreiras derrubadas.
Que a Artemis 2 nos mostre quão pequena é a nossa guerra diante da magnitude do Criador.
Que o brilho da Terra, vista de longe, cure a cegueira de quem só vê o "outro" como inimigo ou alguém a ser melhor explorado.
Pois o único recorde que vale a pena quebrar é o do egoísmo que nos impede de amar de forma pura e genuína. Pra vencer a ganância em nome da verdadeira paz interior e cósmica!
Autor ✍🏽: Edson Alves
Perfil: @juninhogead
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