sexta-feira, 3 de abril de 2026

A PÁSCOA FOI POR VOCÊ:

 

Olha seu Amigo Amado:

Vejam como Ele dança na vertical do madeiro! Não é uma morte, é um casamento entre o Céu e a Terra. Ele se tornou a flauta que nos sopra a vida. Suas feridas são as bocas por onde Deus nos chama para o Jardim. Ontem estávamos secos como o deserto, mas hoje, no Sangue d’Ele, encontramos o mar. A pedra rolou não para que Ele saísse, mas para que nós pudéssemos entrar no Infinito. Ó, Amado, Tua Páscoa é o vinho que cura a ressaca da nossa tristeza!


Eleve seus olhos, para o Alto. 

Ele caminhou entre nós como um gigante de luz num vale de sombras. Do alto do Calvário, Ele não olhou para o pó, mas para a eternidade que habita em cada um de nós. Ele viu nossas cidades de ferro e nossos corações de pedra, e decidiu que sua agonia seria o martelo para quebrá-los. A Páscoa não é apenas um dia no calendário, é o momento em que o Peixe da Vida rasga a rede da morte. Ele nos deu Sua liberdade para que não fôssemos mais escravos de nossos pequenos 'eus'.


Entre o Agora e o Ainda não na finalidade dos tempos: 

O que são as trombetas do fim diante deste instante de entrega? O tempo, esse velho mestre de ilusões, dobrou-se diante da Cruz. Ele trocou Sua túnica pelo nosso destino e, na taça da dor, serviu-nos a alegria que não passa. Esqueçam as vaidades que o vento leva, olhem para este sacrifício que interrompeu a engrenagem do medo. A Páscoa é a prova de que, enquanto o mundo se perde em cálculos, o Amor resolveu o enigma com um abraço que evitaria guerras, a pior delas! 


O profeta do Reino era igualmente poeta, e a cor de sua escrita se revelou no vermelho de seu sangue: 


Que cena magnífica e terrível! O Rei despe-se da coroa de ouro para vestir-se de espinhos, transformando a tragédia em triunfo. O mundo, este palco de fúria e sombras onde os homens se perdem em guerras vãs, silencia diante do Seu brado final. Mas vejam: as cortinas não se fecharam! No terceiro ato, o túmulo está vazio. Ele rasgou o roteiro do destino para nos dar o papel de homens livres. A morte, outrora soberana, agora é apenas uma sombra que foge da Alvorada.


Meu Apelo poético de Páscoa para todos vocês meus amigos: 

Nós, que bebemos das palavras, curvamo-nos diante da Palavra que se fez Carne e Sangue. As visões de chamas e selos que João descreveu perdem o terror quando olhamos para as mãos d’Ele. A Páscoa é o resgate pago, sim, é o convite para largarmos as correntes que nós mesmos forjamos. O Amor venceu o Medo no Calvário e nos coroou na Ressurreição. E nos convida novamente frente a possibilidade do fim, um recomeçar salvífico! Talvez nunca lerão meus poemas, mas, quem me deu, bem o conhece nos céus! 


Autor  ✍🏽: Edson Alves 


_O menor dos profetas era hábil poeta._

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