No teatro do peito, onde a alma ensaia o eterno,
Há um labirinto vasto, enganoso e terno.
Pois quem conhece o abismo que em si mesmo mora?
O coração é um mestre que mente e desonra.
"Guarda o teu coração", diz a voz do Arquiteto,
Pois dele brota a vida, do rio, a fonte secreta.
Não o entregues ao pó, nem ao ouro que finda,
Pois onde o tesouro jaz, a afeição se amordaça e se finda.
Como o cálice da Ira, que o bom Mestre por nós bebeu, ele transborda o que contém,
Ou o vinagre do mundo, ou o mel que do céu vem.
Se o teu olho for luz, todo o corpo será claridade,
Mas se fores escravo do "eu", colherás tempestade.
Não sejas como o ator que no palco se perde,
Cujo lábio bendiz na frente, mas cujo centro se morde por dentro, e o comentário dilacera por trás.
O Rei busca o trono que nenhum olho pode ver,
Pois o que é visível morre, mas o invisível é o viver.
Cristão, de tudo que deve guardar, guarda teu coração!
Onde estiver teu coração, ali estará teu tesouro!
Não permita que sua melhor riqueza seja roubada por quem jamais pagou o preço por te amar!
Ass: Juninho
“O menor dos profetas era hábil poeta entre gerações.”.
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