segunda-feira, 30 de julho de 2018

ENCANTO DA LUA

Em cada canto, 
Sem ti eu canto, 
A solidão que conto, 
Quanto já suportei? 
Por quanto me lancei...
Até que ponto? 
No profundo oceano... 
Procurei e não achei.
Foi quando emergir.
No ar eu subi.
Ao olhar para o Céu
Novamente lhe avistei.
Pálida, quase invisível.
Acuada, mesmo assim...
Mais uma vez, me encantei.

É segredo?
Não sei.
És Anjo?
Não sou Rei!
Não sou príncipe.
Sou menino encantado
Por alguns instantes
Lhe ver e Rever.

No Baile celestial do Amor
Somos astros de lados opostos
Nascemos para governar
Momentos distintos da vida.
Se meu brilho nasce todas manhãs
Sua luz ilumina todas as noites.
E só nos encontramos
De época em época.
Uma vez a cada séculos.

Entenda o poema a seguir:

"Com a maré da manhã surgiu no céu uma lua
De lá desceu e fitou-me
Como Falcão que arrebata o pássaro
Essa Lua agarrou-me e cruzou o céu.
Quando olhei para mim, já não me vi.
Naquela Lua, meu corpo se tornará por graça
Sutil como a calma.
Viajei então, em estado de alma
E nada mais vi, se não a Lua.

Até que o segredo do saber Divino
Me foi por inteiro revelado
As nove esferas celestes
Fundiram-se na Lua
E o vaso do meu ser
Dissolveu inteiro no mar

Quando o mar quebrou-se em ondas 
Sabedoria Divina lançou sua voz ao longe
Assim tudo ocorreu. Assim tudo foi feito.
Logo o mar inundou-se de espumas.
Cada gota de espuma tomou forma e cor.
Ao receber o chamado do mar
Cada corpo de espuma se desfez.
E tornou-se espirito no Oceano
Sem a majestade do amado "Sol"
Não se poderia contemplar a lua.
Nem torna-se mar."
                                          - Rumi

Este é o segredo do menino sol.
Garota Lua aceite sua vocação
O povo lhe espera.
Reconheça sua liderança.
Surja minha menina.
Eu ainda consigo lhe doar calor.
Absorva toda minha energia
Se erga para nos Guiar.
Levanta-te e replandeça
Pois, a Glória de Deus
Nasce sobre teus ombros
Meu amor...
Acredite em mim.
Por favor, acredite.
Está escrito nas estrelas
Estas marcada pra vencer.
Quem viver verá...
Só depende de você.
A escolha é sua.
Mas, teu papel
Está pronto.
Está fixo.
Quando o tempo chegar
Espero que esteja preparada.

Esse é o enigma!
Eis o segredo...
Ponho sobre você.
Espero que decifre.
Os códigos do porvir
Ainda é Manhã!
Logo será tarde!
Quando a noite chegar...
Posso contar contigo?
Espero que esteja preparada.
Lembre: Nunca Foi Sorte!
Sempre foi Deus!
Aceite o chamado celeste.
Nos ilumine mais uma vez!

Ninho, versão Majestade.
Tom, Realeza.
Conto: Lua - Um anjo a nos guiar.

domingo, 29 de julho de 2018

DIA DE ONTEM


Que dia foi ontem?
Poucos sabem responder.
Ontem foi dia...
Dia de lhe ver...
Dia que lembra teu nascer.
Meu dia de ontem
Foi distante de você.

Dia de ontem se foi.
Mas, não é passado.
Dia de hoje se fez...
Mas, não é presente.

Presente? 
Que podia ter dado ontem...
E não dei...
Ter dado hoje?
Não levei...
Se não fiz quando pude.
Provável? Não farei!
Por medo? Talvez!

No aniversário que... 
Não comemoro hoje
Abraço ganhei.
Podia ter sido...
Mais intenso...
Confesso...
Mas, não foi.
Também, é exigir demais.

Seria este nosso dilema?
Indas e vindas.
Encontros e desencontros.
Chegadas e partidas.
Inícios e fins?

De tentar-te encontrar
Não lhe achar. E chorar.
De desistir de procurar
Lhe reencontrar, Lhe abraçar

De tentar lhe perceber
Confuso, lhe perder...
De tentar fugir, 
Me esconder
E ser surpreendido...
Encontrar você.

De evitar ser evitado por você.
Ser atraído, e lhe atrair sem querer.
De esbarrões, lhe olhar sem poder.
De juras, sem promessas fazer.
Finalmente lhe encontrar. E Não contar, 
Quanta saudade senti de você.
Envolto  em uma solidão...
Que em minha porta bate.
Acho que deve saber.
Que ainda gosto tanto de você.

Fiquei contente em lhe ver
Onde tudo foi bom
Enquanto durou.
Durou tão pouco
Durou tempo suficiente 
Pra tornar-se inesquecível.

Afinal, nada chegou ao fim
Você me disse uma vez
Que oportunidades
Somos nós que criamos.
Eu confiei em você
Mas, esqueci de lhe dizer.
Que nunca soube criar algo assim

Dias pra viver.
Dias pra escrever.
Dias pra lembrar.
Dias pra reler.
Dias pra registrar
Dias não tendo nada a perder.
Dias pra valer
Valer a pena dizer
Que lembrei de você ontem
Apesar de não dizer.
E hoje ainda não posso esquecer.

De dias de rir
Fazer rir
De dias de entregar
Se entregar
Com olhares e gestos
Meu silencio fazer.
Até vir ao meu encontro 
E novamente lhe abraçar.
Com carinho contido.
Com tamanha ternura.
Longe do veneno de olhares
Seguro a sós contigo.
Como criança sentir
Meu tempo parar.
Como adulto 
Abrir mão dele mais uma vez

Obrigado pela generosidade
Do perdão que me liberta
De um casulo envolvente
Que priva meu canto e encanto
Como na guerra das sombras
Que se ergue nas trevas.
Perceber você iluminada
Bem longe e breve
Como vela sobre uma torta
De aniversário que não parabenizei.
Mesmo assim, experimentei...
Até o ultimo instante
Que as luzes novamente foram acesas.

Parabéns por ontem, Leonina.
Parabéns por hoje minha menina.
Feliz seja a Lua.
Minha glória, minha cina.

Beijos... Obrigado por existir
E me fazer tão bem.
28 de julho,
Dia pra lembrar
De não lhe esquecer.
A saber, Feliz Aniversário
Era apenas, o que desejava
Naquela piscina, lhe dizer...

Como diria uma canção?
Te ver e não te querer...
É improvável, é impossível.
Te ter, e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível.

Mas, Skank também foi ontem...
Neste caso é passado.
Por hoje, admito:
Eu amei te ver!

Essa canção é um presente no presente.
Sigo sem rima, sem razão...
Mas, contente! Valente!
Registrando na vida
Cada novo refrão
Da historia que apenas eu
Sei como contar
Sobre nós dois.
Tudo para não dizer...

Que não lembrei de você.

Ninho, versão Veleiro.
Tom, Festivo.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Nas Palavras de: Pai da mentira

Melhor vídeo que canta o início de tudo ao coração humano.
Estamos encantados neste velho baile sombrio.
Observe que sua intenção difere da nossa percepção.
Reflita, sobre o que nossos desejos mais sombrios
Reserva para construção do nosso destino.
Vale a pena ver, e rever, até que sua mente
Aceite e entenda o mecanismo de poder
Que nos ilude e escraviza desde dos primordios do tempo.
Com vocês, ele, o caído anjo, o principe sem luz...
O Pai da mentira, dizendo verdades.

Ninho, Pescador de Ilusões
Versão, Verdade Inconveniente.
Tom, enérgico. 

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O DILEMA DO PODER

Conhecimento que revela o Bem.
Do fruto que escondeu o Mal.
Saber que inspirou a vida.
Tornou a morte, algo tão banal.

Controle sobre a mente.
Você pode! Você faz!
Ensinava a serpente...
Quem sabe mesmo?
Quem sabe mais!


Conhecimento foi tentação.
Tentação de ser como Deus.
Saber que escraviza as mentes.
Conhecimento que liberta
É saber que não priva ninguém!

Ah! Conhecimento controverso.
Que ajuda o poema
Que contrapõem o verso
Quem dera fosse apenas bom
Mas, teu cálice também é perverso.

Na luz do principio
Na aurora do Tempo
Um querer inocente
O Destino fatal.

Arvore maldita.
Fruto proibido.
Do único que lhe roubaram
Uma mordida se fez
Jogada, apodrecida.
Simbolo de vergonha.
Símbolo de poder.

Do mel ao Fel.
Do céu ao chão.
Revolta na cidade dos anjos.
Aniquilada a cidade dos homens, 
Inferno e trovão, no paraíso de Deus.

Eva, jovem ingênua.
Que com pés ligeiro
Se lança ao poder.
Aprenda o enigma
Da revelação da Cruz
Se desejas a vida
Terá que morrer.

Se te tentas o trono do Altissímo
Não se precipites, de subir ao esconderijo
Tomando para si, o abrigo.
Tornando sua habitação.

Pois, foi desta mesma ambição
Que Dragão despencou como serpente.
Que anjo de luz, foi promovido a príncipe.
E jaz, eternamente na terrível escuridão.

Minha menina, um conselho de irmão
Queres poder? Queres honra?
Queres o Eterno, o infinito e o porvir
Sacrifique a si mesma
Seja o escândalo dos homens
Por amor suba a cruz

Quem sabe, após o fechar pleno dos olhos
Não lhe devolvo a dádiva que era servir em meu Reino.
Lhe honro com poder e grande glória.
Mas, só o Mestre entende o caminho que deve trilhar.

No verbo encarnado
O saber da vida
Dos céus desceu
Na cruz pregado
Após a morte
Coroado...
Um novo Rei
Deus nos deu!

Ninho, versão Conselheiro
Tom, Arrependido.
Conto: Adão e Eva


segunda-feira, 23 de julho de 2018

TEATRO DE DEUS


No Jardim, o vento mudava as folhas de lugar
Deus saiu do esconderijo para a vida revelar.
Do barro pisado na terra, fez jovem surgir.
Da costela da Criação, recriou a imagem do amor.

Crianças brincavam no mistério do tempo
Corriam livres com o vento
Apanhavam as flores.

Mas, em uma era onde repousava inocência
Segredos de Deus foram guardados
Dentro de um fruto proibido.

Até que dois jovens loucamente apaixonados
Mapearam o tesouro dos céus.
Dançaram a dança da vida
No palco suspenso, teatro de Deus.

Trocaram a eternidade dos sonhos
Pelo relicário da morte.
A antiga maçã do Éden
Eva saboreou e morreu...

Mas, antes do veneno tomar conta de seu corpo por inteira.
Deu ao amado, a sorte da tentação
Para na obsessão de serem Deus
Cantarem a canção do exílio eternal.

Antes de serem expulsos do jardim
Se abraçaram apertado.
Intensamente cantaram 
a música a seguir...

Sob o Sol...

Sobre as nossas cabeças o sol
Sobre as nossas cabeças a Luz.
Sobre nossas mãos a criação.
Sobre tudo o que mais for, o coração.

Luz da fé, que guia os fiéis 
pelo deserto sem água e sem pão
Faz das pedras, um rio brotar
Faz do céu chover forte o maná

Quebra o vaso de barro do teu coração
Com o melhor vinho do teu amor
Pois quer a lei que ele se perca no chão
E floresça o deserto aos teus pés

Regando as areias
Recriando regatos
E as luzes do Éden
Banhar as flores

Na terra dos homens. 
No circo dos anjos

Guardiões implacáveis do céu.

Dançamos a dança da vida
No palco do tempo
Teatro de Deus

Arvore santa dos sonhos
Os frutos da mente
São meus e são teus.

Nossos segredos guardados
Enfim revelados 
Nus sob o sol.

Os segredos de Deus tão guardados
Enfim revelados. Nus sob o sol.

Série: Poemas e Canções.
Letra: Marcus Viana e Raya Hilal
Música: Sob o Sol.
Conto: Sobre Adão e Eva.

domingo, 22 de julho de 2018

AGORA SOU LIVRE


Toda poderosa. Poderosa liberdade da alma.
Seja Livre, caminhe comigo... 
Através dos campos dourados
Tão fascinante, graciosamente.

Nós lamentamos nossos pecados
Mas, nós selamos nosso próprio destino.
E sob minha face eu permaneço, fraco.

Sob minha face, eu sorrio
Sempre sozinho e amedrontado
Sob minha face eu esperarei

Fuja comigo agora guerreira de Roma
Fuja e brinque nos campos a cavalgar
Fuja comigo alada Italiana.
Fuja e brinque comigo nos jardins suspensos.
Fuja comigo agora Lua iluminada.
Fuja e me agarre nos lindos campos de juncos.

Toda poderosa. Poderosa Liberdade da alma.
Descanse agora. Repouse em meus braços.
E imagine, sonhando com paz duradoura.
Isso é fascinante, essa terra.

É fascinante, ninguém pode acreditar, entender ou aceitar.
Como ressurgi e vim apenas para ser família.
Para rever você, minha família.

Eu devia ter estado aqui com eles
Quando o mundo veio abaixo.
Mas agora estão aqui.
Descansando comigo, 
Eu nunca esquecerei vocês duas.

Como eu senti esse momento...
Me tornando completo.
Agora sou Livre.
Com vocês finalmente 
Estou livre.

Versão: Poemas e Canções.
Composição: Lisa Gerrard e Hans Zimmer
Letra: Now We Are Free
Tom: Inspirado.

sábado, 21 de julho de 2018

O ANTAGONISMO DE RICOS E HUMILDES.


Pobre quer dinheiro. Rico quer poder. Pobre, veste roupa cara. Rico, veste roupa boa. Pobre, quer comer em quantidade. Rico, quer saborear qualidade. Pobre, quer férias, para descansar. Rico, quer licença, para se cansar mais ainda, em viagens ou passeios. Pobres, gasta tudo que tem. Ricos, investem, parte do que possuem. Pobres, elegem sempre esquerdas. Ricos, elegem representantes de intenções próprias. É aqui, que destinos de ricos e pobres, se cruzam, mas, ainda há antagonismo.

Brasil, meu brasil, brasileiro. Povo forte, estrangeiro. Forasteiro, da própria terra. Terra de guaranis, e tupinambas. Terra de católicos, terra de evangélicos, terra de espiritas, berço das religiões, também é terra de Ateu. Mas, silêncio, o Estado é Laico! Política e religião não se misturam! É mesmo? Então, por qual motivo o Brasil é católico? Alguns se acham bom demais. Comem sardinha, e arrotam caviar. Nem notam, que caviar, tens tipos e preços para todos os gostos e bolsos.

Voltemos para discutir o antagonismo de ricos e humildes? O Brasil é o país dos elegantes!? O Brasil é o país de todos? Deveria ser... Eu confesso que não sei a verdade: não sei se Lula é ou não dono de um triplex no Guarujá. Como não sei, se FHC é ou não dono de um apartamento na Avenue Foch, em Paris. Entre a verdade límpida e mentiras verborrágicas, existe sempre o dilema do talvez. Onde certo ou errado, só o tempo afirmará, ou não. Depende, do pendulo do poder!

Sei apenas que a presunção de ser dono de um triplex no Guarujá é inequivocamente associada à corrupção e a presunção de ser dono de um apartamento em Paris não tem nada a ver, obviamente, com corrupção. Especialmente se o apê do Guarujá for um tanto novo-rico e o apê de Paris, um tanto elegante. A questão é estética. Posso fazer a questão ficar metafórica. Mas, não quero relativizar demais. E acabar sendo embaraçoso. Não quero ser denso intelectualmente. Quero ser interessante.

Sendo sutil, mergulhe nesta divertida maneira de ver as coisas, sem me dar razão. Imagine... Lula carregando uma caixa de isopor e sendo dono de um barco de lata é uma cômica farofa. Se FHC, carregasse uma caixa de isopor e fosse dono de um barco de lata seria uma concessão à humildade. A questão é classista. Um Odebrecht sentado à mesa com FHC é um empresário rico. O mesmo Odebrecht sentado à mesa com Lula, é um pagador de propina. O que isso tem haver com corrupção?

O buraco é mais embaixo! Não se trata de corrupção. Se trata de um duelo, entre ricos e humildes. Para manter o poder a sua imagem. Maquiado aos seus próprios interesses e satisfação. Mas, burguês de verdade, não sabe ser freguês. É sócio. Todo sócio, quer mais do que possui, para saciar sua parceria com brinde ao sucesso. Estou errado? Estou lúcido ou louco? A verdade, é que nada disto, revela qualquer preocupação com nosso Brasil. O que importa é o poder e a riqueza. 

Me dê seu ouro? Lhe dou espelhos. Iludem... Mas, espelhos são vidros, e em algum momento, se quebram. Ninguém quer se olhar por espelhos quebrados. Sentimento de sonhos roubados. É aí, que o angu ou a polenta começa a carroçar. A cada dia que passa, fica tão claro, quanto evidente, que o assunto em discussão, é sobre quem são os verdadeiros donos do poder. A voz das senzalas, das favelas, dos becos e vielas, dos guetos, das morros é a voz assalariada! É a voz do povo? 

Povo sem Poder! Povo dominado de novo! Mas, quem é povo? Quem é o povo? Povo são todos!

Os donos legítimos do poder são os elegantes. Aqueles com relação aos quais não interessa saber como amealharam riqueza porque, simplesmente, a riqueza lhes cai bem. A casa grande tem um perfume que inebria toda a lavoura arcaica e sensibiliza até a senzala. É o espetáculo que estamos assistindo. Tudo mais, tudo que não é casa grande, é Lula e os amigos de Lula. Neste sentindo, surge o preconceito. Aquele mesmo preconceito que taxava engomadinhos e seus colarinhos brancos.

Somos reféns de nossas perspectivas e intenções. Assim, se cria a caricatura de seus líderes e sua própria hegemonia. Observem, meus leitores, sem retrucar, reflitam. Vejam como um fraque cai naturalmente bem em FHC. Um fraque assim em Lula, certamente, deve ter sido roubado ou troca de favores. Que lastima, que nos juga pelo que possuímos e não apenas pelo que somos. Mas, isto tem mais haver com o antagonismo duelista entre ricos e humildes, do que com FHC e Lula.

Neste jogo de poder. Nada é novo, já dizia Foucault. Onde sofre o povo assalariado, a classe média convoca sua extinção. Por fim, sobra apenas ricos de menos, e pobres demais. Natural, seria concluir, que se permitir pertencer as estas falácias, fazem de todos nós miseráveis. Pois, não é nossa conta na Suíça ou no boteco do Manel, que irá definir, quem somos como povo. Ricos ou pobres, precisamos sermos Brasil de novo! Um país de todos. 

Mas, enquanto o Brasil, for o país apenas dos elegantes. Daquela auspiciosa elegância clássica,  racista e preconceituosa deitada eternamente no berço esplêndido do aristocrático século XIX, a revolução e a renovação do século XXI não há de vingar! Acorda gigante! Acorda colossal! Não foge a luta! Não arme o povo com ódio. Mas, lute por amor a pátria. Precisamos retornar a ordem, precisamos progredir! De braços cruzados, assistindo a mesma emissora? Nada muda, se não mudar!

Concluo, com a célebre frase de um grande pensador: " Um homem que não seja socialista aos vinte anos, não tem coração. Um homem que ainda seja socialista aos 40 não tem cabeça.".
- Georges Clemenceau

Por fim, esta guerra entre ricos e pobres, é apenas aquela acirrada disputa de qual panela cozinha melhor. A panela de barro ou a de ferro. No fogão ou na lenha? Se houver choque entre os tais, eu já sei quem se quebra primeiro. O Brasil! Nesta crise, ele se amassa, ou vira cacos. Se não cozinhar direito, pode se queimar todo. Povo torrado e pobre. País rico e corrupto. É preconceito? É realidade?



Quem sabe? Mas, eu arrisco sempre dizer! Que é nossa herança histórica televisiva. Primo rico e primo pobre. O Gordo e o Magro. Negros ou Brancos. Portugueses ou Indígenas. Cristiano Ronaldo ou Messi. PSDB ou PT. Lula ou FHC. Esta polarização adoece nosso amadurecimento. Somos infantis demais. Não existe, um ou outro. Temos que reconhecer a contribuição e o melhor de cada um. Trata-se apenas disto. Não são nossas diferenças, mas, nossas semelhanças, que fará do Brasil um lugar melhor pra viver. Este país carece de voltar a ser de todos!

Ninho, versão, Pobre.
Tom, Nobre.
Carta: Popular, Patriota.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Kalil Gibran - Do Amor - Leticia Sabatella e Marcus Viana - Álbum Poema...

O Amor- Khalil Gibran- Narração: Letícia Sabatella.


Gibran Khalil Gibran é considerado o maior poeta  do Líbano.  Ao lado de Omar Khayam e Rumi, ele forma um imenso universo de beleza e grandeza poética.
Dedico este vídeo a você.

VELHO POEMA ÁRABE.


Mergulhe no fundo do mar, e tente não chorar, quando algo que goste acabar partindo. Entra no silencio, sempre que pensar sobre alguém que foi embora, lembre. Que as folhas do outono não caem por que querem, mas, sim por que é chegada a hora.

Aguarde o curso normal do tempo que é findo. Viva a vida que apesar de bela é pueril. Tente lembrar daquele velho poema que li para você tanto em Dubai terra de meus pais. Quanto na Itália, terra dos seus. Se após ler e ouvir o som de minha voz, ainda assim não recordar. Não se desespere. Estou vivo no tempo presente que se chama hoje e reafirmo, ainda sou o mesmo. Aqui no Brasil, me ponho como servo de teu pai. Para lhe dizer as sagradas palavras envelhecidas...

Já que não consegues mais lembrar de mim, lhe solicito Lua. Lembrai do nosso poema de amor.

Quando o amor o chamar. Se guie. 
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados.
E quando ele vos envolver com suas asas. Cedei-lhe.
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos.
E quando ele vos falar. Acreditai nele. Acreditai em mim.
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos,
Como o vento devasta o jardim.

Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica.
Da mesma forma que contribui para o vosso crescimento. Trabalha para vossa poda.
Da mesma forma que alcança vossa altura, acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol.
Assim também desce até suas raízes e a sacode no seu apego à terra.

Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração.

Ele vos debulha para expor a vossa nudez
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

Então, ele vos leva ao fogo sagrado
E vos transforma no pão místico do banquete Divino, 
Se adorna, com perfume peculiar, se prepara.
Pronto para lhe devorar pedaço à pedaço, com prazer e respeito.
Lhe fazendo honrada, da planta dos pés, aos fios negros da cabeça.

Lua, todas essas coisas o amor operará em vós, para que conheçais os segredos de vossos corações.
E com este conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino. 
Onde eu serei para vós como luz da manhã, alimento sagrado mútuo, a lhe fortalecer e lhe revigorar. Como pão vosso de cada dia, à me doar, ontem, hoje e eternamente.  

Todavia, se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do amor.
Então, seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a ira do amor.
Para entrar em um mundo sem estações, igual ao que vives agora.
Onde rires, e rireis, mas não todos os vossos risos.
E chorareis, mas, não todas vossas lágrimas.

O amor nada dá, se não de si próprio.
E nada recebe, se não de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Pois, o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, 
Que não diga " Deus está no meu coração!".
Mas, que diga antes, "Eu estou no coração de Deus!".

E não imagineis que possais dirigir o curso do amor.
Pois, o amor, se vos achar dignos 
Determinará ele próprio vosso curso.
O amor não possui outro desejo
Se não, o de atingir sua plenitude.
Se contudo amardes, e precisardes ter desejos

Sejam estes os vossos desejos:

De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para noite
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
De sangrardes de boa vontade e com alegria
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes, por um novo dia de amor
De descansardes ao meio dia
E meditardes sobre o êxtase que lhe causou.
De voltardes para casa á noite com gratidão
E de adormecerdes com uma prece no coração
Guardando nos lábios as frases ditas como canção
Cheias de afeto, repleta de intenções, viverdes a emoção
De lembrar, só existiu um dono verdadeiro de teu coração.
E Mergulhar cada vez mais fundo no mar e quase sem ar, expressar
Que se formou como anjo nesta dimensão apenas para dizer:
Ainda amo você... Receba meu velho poema árabe. 
E escreva com fios de ouro minhas palavras no relicário
guardado a sete chaves, na imensidão do oceano azul
que é seu interior amada Luna.

Ninho, versão Anjo alado.
Tom, Cupido do Tempo.
Conto: Diário dos campeões.

ELE TEM CURA ❤️‍🩹 PARA O CORAÇÃO FERIDO:

  Das mãos que sangram no madeiro santo, Brota o orvalho que consome o pranto. Mata em mim, ó traço purpurino, O laço vil que cega o peregri...