sábado, 30 de junho de 2018

ADEUS PESCADOR!


Pesca. Há dor? Tu és Rocha!
Eu sou Mestre, vou lhe guiar.
Está pronto para navegar?
Se sei velejar? Não me faça rir.
Eu ando sobre o mar.
Sempre que o mar
Não desejo abrir.
Tua tempestade, vim acalmar
Vim suprir. Desça do teu barquinho.
Ande comigo nas águas outra vez!

Homem dedicado é chefe de família. 
Acorda cedo, antes do sol raiar.
Apanha isca. anzol, e suas redes. 
Prepara teu barco e vá trabalhar.
Seus filhos estão dormindo? 
Sua esposa, pode sonhar! 
Na cama abandone o descanso.
Aguarde o silencio do mar...

Dias difíceis existem...
Para nossa experiencia provar.
De um lado buscamos cardumes.
Do outro apanhamos ar.
Não se cansa o braço que luta.
Antes da vitória alcançar.
A vida sempre testa os valentes.
Relança sua rede ao mar.

Madrugadas são todas improváveis.
Derrubam os mais fortes entre nós.
Coragem, não seja tão tímido.
Ousado, não banque ao herói.
Lembre que és pedra pisada.
Não deixe sua honra ao chão.
Persiga seus sonhos amigo.
Suporte a chuva e o trovão.

Pescador, pesca à dor e aguarda.
Lança teu pão sobre às águas.
Após muitos dias, acharás.
Observe o circuito do vento.
Entenda a voz e o mistério.
O destino pode privar sua sorte.
Com audácia, o futuro deve sempre mudar.

Simão, tu és Pedro, és falho. 
Bem cedo terá que aprender.
Que minha história escrevo na pedra.
És rocha, mas, tem coração.
Sei de tuas intenções que são boas.
Sua convicção me atrai.
Sua energia é envolvente.
Mas, tua paixão lhe distrai.

Antes que o Galo cante.
Julgas que pode aguentar?
Não faça promessas inúteis.
Não perca a esperança no mar!
Mão forte, coração que sangra.
Tua espada, orelha decepa?
Um dia, eu curo soldado.
No outro, o amigo me nega!

Via dolorosa eu trilho.
Minha cruz você não pode aguentar.
Me nega ainda outra vez.
E o galo se põem a cantar.
Não se entristeça querido.
Se a morte enfim me alcançar.
Depois dos milagres que fiz.
Fica fácil sua rede lançar?

Você não tem culpa de nada.
Pois, eu te escolhi pecador.
Te ensinei, coisas boas e úteis.
Sobre a vida, lhe formei pescador.
Quando olhar minha vergonha.
Estampada, pregada na Cruz.
Não se desespere Pedro.
Se me negar três vezes, seduz.

Não massageio seu ego.
Entre os 12, não és fenomenal.
Um dia, eu lavo seus pés.
No outro, abandono fatal.
Tens medo, do que o medo lhe causa?
Tão cedo, tentarás fracassar.
Mas, eu sou teu Mestre amigo.
Outra vez te resgato no mar!

Tu que és pedra pesada.
Teu fardo, podes aguentar?
Quem lhe dera, me ouvisse mais vezes
Não estaria afundando no mar.
Sua alma golpe resiste.
Sei quanta dor tu suporta.
Piedade por olhares tão tristes.
Espreito tuas frestas agora. 

Tu, Me amas Simão? Me Agaph!
Apascenta minhas ovelhas!
Tu, Me amas Simão? Me Agaph!
Cuida dos meus cordeiros.
Tu, Me amas Pedro? Me phileu...
Ame meu povo!

Chora tuas lágrimas
No oceano tudo é água.
Angústia escorre do teus olhos.
Tua alma, posso lavar.
Sei que me negastes 3 vezes.
Mas, 3 chances lhe dei de me amar.
Nos conhecemos em seu barco.
Vim me despedir em meu mar.

Vai, não peques mais.
Não volte atrás.
Judas, morreu.
Mas, eu venci.
Subi aos Céus
Lhe perdoei.

Vá, vai navegar.
O Mundo é o mar.
Peixes são almas.
Elas tem cede.
Morrem de fome.
Relança tua rede homem.

Eu te amo, Simão!
Eu te amo, Irmão.
Eu te amo, Pedro!

As chaves do Reino lhe dou.

Pesca à dor? Tu és Rocha!
Perdoei a dor, pois, sou teu Mestre.
Lhe ordeno, volte à pescar!
Dessa vez, pesca direito!
Dessa vez, pesque almas!
Lhe perdoou pecador.
Adeus Pescador.

Ninho, versão Mestre.
Tom, perdoador.
Conto: Principal dos pecadores
Pescador de ilusão.
Série: Discípulo
Referência bíblicas:
Tu es Petrus, et super hanc petram
Aedificabo Ecclesiam meam,
Et portae inferi non praevalebunt adversus eam:
Et tibi dabo claves

Regni coelorum
Quodcumque ligaveris super terram,
Erit ligatum et in coelis;
Et quodcumque solveris super terram
Erit solutum et in coelis.
Mateus 16: 18-19.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Tu me amas Simão


Você me ama?

JUDAS E O PREÇO DA TRAIÇÃO!


O pão nosso de cada dia nos dai hoje... 
Pão, que é colhido seus ingredientes.
Pão que é amassado, também descansa.
Pão, que é preparado. Pão, cozido ou assado.
Pão que é partido, na mesa não pode faltar.
Pão, barato, é pão da vida, é pão à alimentar.

Vinho, reservado por século em odre envelhecido.
É vinho, que tomamos sempre em memória.
Vinho, que derruba o forte e o faz chorar.
Vinho, que ergue o fraco e lhe faz atrevido.
Vinho, pisado e espremido por nós!
Vinho, colhido em campos, derramado sob cálices.
Vinho, servido na mesa pra sóbrios, a sós.

Mesa de 13 lugares, reserva de herois.
Mesa com treze assentos nobres, para servos leais.
Mesa que celebra triunfos, que conta conquistas.
Ah! Se esta mesa pudesse falar. Mesa vivida.
Mesa que serve e não é servida. Mesa querida.
Mesa pra amigos, não tem bebidas. Tem vinho!
Mesa que é base, para construir estratégias.
Mesa de guerra, mesa forte tem que ser.
Mesa lugar de comunhão e fartura também.
Mesa que nos conecta, mesa que nos separa!
Mesa que já foi arvore cortada! E sofreu!
Mesa que foi madeira talhada, se ergueu.
Mesa de madeira maciça, tem seu valor.
Mesa de treze lugares, vale mais que 30 moedas!
Na mesa tem pão, tem vinho e tem traidor.

Mão que panha o pão e leva a boca, apanha!
Boca que entrega e trai por esmolas qualquer.
Mão que recebe a trama, trai e engana.
Boca que come o pão, boca que prova o vinho. 
Boca que mente, ingrata, é boca que se destrói.
Mão de ganância. Mão na massa? Teu papel!
Mão que é servida, não sabe servir?
Mão que não dividi, apenas quer pra si.
Mão que golpeia, pode trair.
Mão do roubo e usurpação. 
Mão mole, pão duro, frágeis são todas as mãos.
Mão que não dividiu com pobres.
Mão que do rico desejou tomar!
Mão que vendeu o Mestre por 30 moedas.
Mão que por dinheiro vendeu o Rei daquele lugar.
Mão que não pagou o pão, nem o vinho.
Mão que não fez jus ao próprio lugar.
É mão de quem à mesa não pode sentar!

Mão que plantou sementes, arvores nos deu.
Mão que pega machado, lenhador se torna.
Madeira que faz a lenha, um dia sangrou.
Fogo que arde em chamas, coração aqueceu.
Madeira talhada em Cruz também já foi mesa.
Mãos que receberam cravos, furadas ficaram.
Mente, que recebeu espinhos, dores sentiu.
Sangue escarlate, nas mãos de Iscariote qualquer.
Vende o que não lhe pertence.
Compra o que não conseguirá usar.
Pois, da espécie que fizeram a cruz.
Subirá você, pra tentar se enforcar.
Mas, sofre quem faz sofrer.
Não morra se não for tua hora.
Se sua consciência não suporta o peso.
Que dirá a forca? Ah! a corda!
Acorda, olha teu sangue.
Lembra meu vinho. Olha minha angústia.
Lembra minha festa. Abra teus olhos.
Que fecho pra sempre os meus.
Não adianta usar as mãos.
Suas entranhas irão derramar.
Na terra que semente foi plantada.
Regado ao vinho que lhe dei e seu sangue.
Arvore foi arrancada. Plantado seja tu, no lugar.
Do pó tu viestes, para o pó, retornarás.
Prepara-te Judas, a morte vem lhe buscar.

Olha ao redor amigo. Observe a tua roupa.
Veja o branco da neve virar carmesim.
Gota a gota, desce sangue meu e teu.
Desse meu sangue na cruz por você.
Desse meu vinho de ti, e molha a rocha.
Derramada está tua vergonha.
Marcada foi tua recompensa.
Jamais desejei vingança.
No lugar de 30 moedas...
Esta aí, o salário do teu pecado.
Tu que rejeitou o pão do Mestre.
Rejeitou a vida sem saber.
Lhe perdoei, antes mesmo de tentar.
Tu que cuspistes meu vinho.
Traíste teu mestre e mentor.
Abrace a morte ou viva o terror.
Estais aflito e confuso.
Mas, da cruz não posso descer.
Teu plano perfeito foi me matar.
Pensou sobre quem salvaria você?
Meu amigo, adeus!
Com beijo tu me traístes.
Com meus lábios lhe entrego à Deus...

Te amo Judas.

Da cruz eu me ergo para o trono.
Com tuas moedas, não livra-te da cela.
Eu retorno como prometido.
Mas, por amor, mergulharei ao inferno.
Pra tentar salvar o pouco que restou de ti.
Escreva Pedro, escreva na rocha.
Escreva a sorte de Judas.
Escreva que vou ao inferno pregar.
Escreva que dei chance a todos...
Aprisionados antes da minha crucificação.
Escreva que todos puderam se salvar!
Se isto não for alívio. Não sei o que será.
Mas, deixo meu consolador.
Pra quem precisar. 

Doze eram amigos. Doze eram queridos.
Doze eram servidos. De alguém viria a traição.
Sim, na mesa tem pão, tem vinho, tem doze!
Para cruz, e para glória, falta apenas o traidor!
Mas, o mestre sabe. Todo mestre sabe quem é quem.

Da festa ao luto.
Meu amor lutou.
Do vinho ao sangue.
Meu coração amou.
Da vida á morte.
Por vocês me derramei.
Da cruz à Luz
Irei salvar-los amigos.

No vinho, o amor.
No sangue, o perdão.
No pão, há vida.
Na cruz, salvação.

Pão nosso de cada dia nos dai hoje...
Livrai-nos do mal! Amém? Sim... 
Na mesa tem pão, tem vinho...
Tem traidor também!?

Autor: Edson Alves, 
Versão: Mestre.
Tom, traído. 
Série: Poemas de Cruz
Livro: Paixão de Cristo á Ressurreição. 
Fundos Músicais: 
Álbum: 30 Monedas
Están Aqui - Roque Baños
La Hora de Judas - Roque Baños 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

ÁLBUM DA ALMA


O interior humano é um complexo de calor e gelo, onde há desertos e oceanos, onde há fartura e florescência, onde há escarces e sequidão. Uma luta constante, na arena sangrenta do coração nos lança pra vida. Quem reina sobre nosso ser em mistério? O sagrado ou profano? O falso ou real? Heroi ou vilão? O silencio de várias noites, ou a manhã de várias cores? Quem arrisca o palpite de quem realmente somos ou seremos? Quem nos dirá serem verdades ou mentiras nos guiando aqui?

Assim como as estações do ano, é a vida. Possui ciclos. Melhores dias são como memórias antigas de verão. Regado de risadas, piadas, aventuras, e de calor. Até que chega o Outono. As folhas caem, as circunstâncias mudam. Ficamos desnudos, em tons com filtros caramelar. Cobrimos o chão e ficamos descobertos, ventos nos levam de um lugar ao outro. Anunciando a chegada do Inverno. Momento traiçoeiro, quase impossível notar seu início e seu fim. Congela nossas possibilidades. Paralisa-nos. Dias escuros e mais curtos. Se fossem longos, derrubaria os mais valentes entre nós. 

Isto nos emociona, nos comove. Nos faz permanecer reflexivos. Nos ensina sobre o que significa paciência. Sobre o sentido da experimentação da esperança da Primavera chegar. Quando nuvens e raios se despedem no horizonte. Um aroma bom surge da terra. Mais de mil pássaros em harmonia desbravam o céu. Plantas, flores, e frutos brotam do chão. Em consonância com a terra, nos revelamos em nossas melhores fases. Projetos saem dos papéis. Estamos renovados. 

Guiados com os dois pés no chão, olhamos tudo ao redor. Fotografando no álbum da alma que se chama mente, nossas melhores memórias expostas. É neste momento, que lágrimas brotam dos olhos. Da janela, observamos cada estação fugir e nos abandonar. Como arvores, permanecemos aqui. Fincados. Quando éramos sementes, percorríamos jornadas além mundo. Desejamos tanto possuir um lugar, uma terra fértil. Havia caminhos escuros, éramos luz. Esperamos o ciclo da vida fazer seu giro

No deserto de quem fomos, havia sequidão. Tínhamos cede. Até que fomos afogados em nossos piores momentos. Ondas acertavam, para limpar nossos excessos. No frio e sem nada. Buscava-se abrigo, com nada ao redor. Tocávamos,  com mãos feridas, e espalhávamos o barro para reformar nossa matéria, tentar refazer esta obra prima. Famintos, chegamos a primavera. Agora, aguardamos o desfecho natural. O apagar das luzes. O fugir de todas as estações. 

Onde nosso desfecho, nos fará sementes ao chão outra vez. A terra que nos alimentou, precisa se alimentar de nós para existir. Plantados na terra, envoltos em madeiras frágeis, nossa experiencia humana, em uma embarcação afundada em terras estranhas. Lágrimas de despedidas nos irrigaram. Lembrarão de nossas melhores fazes. Quem lembrará de nós? Enquanto nossos olhos não se fecham pra sempre, fotografe a vida. Em gratidão registre seus amigos. Somente o melhor deles.

Faça isto por você. Procure um angulo novo. Não se deixe ser absorvida ao ponto de não notar o quanto és bela. Sem maquiagens. Natural. Você compõe este ciclo. Sem você o quebra cabeça não será completo. Você é único. Insubstituivelmente necessária. Não ligue ser sempre esquecido em tudo que viveu. Não seja estranha a si mesma. Seja encontrada pela luz. Para uma nova fotossíntese. Onde reflorescerá eternamente. Este aspecto da existência, se revela da vida para nós. De nós pra vida.

Nos semearam, percorremos longo caminho até aqui. Crescemos sem sentido. Demos frutos e fomos devorados. Colocamos em palavras o que foi escrito por nossas experiencias fora de livros. Ninguém nos ensinou a fórmula. Vimos tantos sóis. Guiados sob tantas luas. Contamos estrelas, após um centilhão perdemos as contas. Envelhecidos pelo tempo. Esgotados e quase sem cor. Abrimos o baú das respostas, e revelamos aos jovens. Que nos rejeitaram para trilhar sua própria ideologia.

Convocados a proteger o portal esquecido da eternidade. Fechamos nossos olhos. Após tantas guerras. Lindos refrões, retratados harmonicamente, onde nosso dia, anunciava despedida. Coração que batia lentamente, fez um som alegre de dever cumprindo. Fechou as cortinas. Guerreiros do bem, fomos heróis, lutamos por este reino? Passamos pela vida sem sermos notados? Reduzidos ao pó de onde viemos, voltamos a sermos barros. Voltamos ao barro. Finalmente nosso álbum está completo.

Enxerga o que vejo em você? Será que entende meus enigmas? São códigos e cadeados de um vasto deserto. Sozinho e em silêncio. Do outro lado do mar de areia, percebi um deserto ainda maior. Lhe deixei pistas. Para não se perder. Para não desistir do Oásis. O mesmo cenário por tantos dias, fazia com que ventos suaves encobrissem minhas pegadas para lhe guiar. Desejei lhe revelar seu rumo e destino. Porém, você era jovem demais para me entender. Faça sua própria jornada. Complete o ciclo

Não se perca no tédio, das repetidas rotinas. Nossas perdas e baixas nos ajudaram a chegar até aqui. Lhe espero minutos antes do fim. Quando o trem estiver prestes a partir, lembre o bilhete da passagem está dentro de nós. Seja minha razão, quando emocionado eu aceitar que não irá mais chegar. Enxugue minhas lágrimas misturadas com chuvas e trovões. Lembre, no final, sempre existe um dia de sol no porvir. Olhe a luz no fim do túnel, e abrace este lado da realidade. Ouça os Ecos.

Celebre os lampejos da grande beleza que virá. O perfeito não se mostrou. Isto é você avistando as colinas daquela velha morada que via em teus sonhos, envolta em neblinas. Aquelas gramas molhadas. Plante as memorias desta vida para um novo recomeço. Feche os olhos. Encha o peito, inspire e respire. Voe além. Esta é a nova realidade, da missão que nos foi dada. O sangue do justo derramado clama: Entre, na via dos 7 mares, a ganancia é finda, suas dores também, devolva-me tuas angústias. Receba meu amor, ele será a base da próxima jornada. Quer renascer? Quer ressurgir?

Novos céus... Novas terras... Muito amor... Muito amor... Muito amor... Adeus. 

Ninho, versão Capitão dos Mares
Tom, agradecido, realizado.

domingo, 24 de junho de 2018

NÓS A SÓS.


Quanto lhe falei? Que tudo iria mudar. Por vezes, lhe incentivei, a se aproximar. Ninguém acreditou, nem você. Foi mais fácil não ouvir, me negar. Comentar sobre mim, desdenhar? Desvalorizou meu amor, rejeitou. Só espero que não seja tarde, quando acordar. Será muito mais difícil, quando decidir lutar. Não espere eu lhe alcançar. Não espere eu desanimar. Não espere eu retornar. Não espere demais. Inspirado pra lhe contar. Vivo pra lhe ajudar. Coragem pra lhe dizer, que depende de você.

Não depende de nós. Não apenas de nós. Quem sabe desate os nós, que não permitiu eu dar. Tentar amarrar, resgatar. O pouco de nós, que sobrou. Estávamos à sós, sem ninguém. Mas, tínhamos nós. Agora, estamos sós também. Distante demais pra ouvir. Você me falar. Distante pra lhe escutar. E você me ouvir. Quem vai refutar? Melhor assim. Se não preencher o vazio que ficou. Se não lhe entregar o mesmo amor. Você vai sentir? Eu também, já sinto demais. Saudades, pra lhe encontrar.

Só pra lhe reencontrar. Sentar, dialogar. Tentar reaproximar. Se entregar, me envolver. Ser sincero, lhe respeitar. Aquele Ice Tee, que ainda faz lembrar. Um Burguer King, se bem não faz, mal não pode fazer. Uma vez, não é sempre. Melhor não arriscar? Só você pode dizer, eu aceitar. O que devo fazer? Devo esperar. Se devo rejeitar. Devo lhe buscar. Posso desistir? Não acreditar. Me fala sobre ser fácil. Que basta marcar, criar momentos. Para na teoria ser belo, enquanto á pratica, não será jamais!

Sei, dirá, sou sentimental demais. Sensível e frágil. Dramático, em minha melancolia. Porém, dar para negar quem somos. Diga-me, quem somos um para o outro? Mero borrão de tinta ou obra de arte? Um ponto final, sem vinda, nem retorno. Reticencias, quem sabe? Posso dizer? Me permita falar? Você permanece aqui. Linda, dentro de mim. Você continua demais. Espero que ainda venha aqui. Fiz para você, espero que goste.

Com gestos de afeto e apreço...

Ninho, versão amigo
Tom, lealdade.

ABRA SEUS OLHOS


Ei! psiu... Calma. Alma, aflita... Quer minha atenção? Está angustiada? Espere, ouça o som da minha voz. Se permita! Entenda, quem você foi? Enfrente com coragem. Quem é você? Descubra... quem você pode ser. Você foi encontrada por mim. Não somos mais estranhos, um ao outro.

Abra seus olhos. Deixa a luz entrar nestas janelas de filtros caramelados, com vitrais castanhos, mel. Meu receio, é que quando o dia nasce, nossos olhos ainda estão vendados. Para minha surpresa, quando a noite chega, muitos permanecem de fechados olhos. Não se Abriram pra vida. Percebe?

Estão cegos. Não tem haver com discutir ideias. Conhecer a vida com os próprios olhos, tem haver com descobrir, desvendar, perceber, experimentar em si. Primeiro eu entendo o que você faz! Após, eu entendo, que você é. Eu lhe experimento. Eu convivo. Descubro quem realmente é você. Fico mais próximo de lhe conhecer de fato. 

Essa carta será curta. Então, curta. Saboreie palavra por palavra, capturando a essência de cada verso.

O criador dos versos que compõem a beleza da existência, fez um dia para descansar, refletir, para ter paciência. Um dia apenas, em meio a 7, para mergulhado dentro de si, se abrir para decifrar com esmero tudo que Deus fez. De outra forma, trabalhe duro, se dedique ao máximo, dê seu melhor até ser absorvido. Em algum momento, desacelere, pare! Você precisa disto.

Quando puder ouvir as batidas do próprio coração, após um silêncio profundo, as palavras lhe virão depois da espera. Dizendo... Acorde, abra novamente os olhos. Levante-se, perceba esta manhã linda e experimente à vida! Este céu azul, é seu. Este lindo mar, é seu. Estas árvores são suas. Este ar puro, inspire fundo, solte devagar, respire, fiz só para te ver saudável, feliz e lhe garantir minha paz.

Beijos com carinho,

Ninho, versão Inventor do tempo
Tom, carinhoso.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

ORÁCULO


Nada pode desfaçar-se quando o que sentes já domina quase todo o seu ser. Não dá para conter-se, diante de tudo que representa. Fica difícil para alguém verdadeiro, mentir para si mesmo.  Alguns sonham. Alguns trabalham. Alguns trabalham construindo sonhos, onde quase ninguém acredita ser real. Ser possível. Por fim, não se trata de provar para ninguém que você realmente estava certo. O que importa é não deixar de acreditar em si mesmo, ao contrário de como lhe percebam ou aceitem.

Liberdade para poder sorrir. Livre para poder chorar. Felicidade que se canta só, e se faz ouvir na imensidão azul. Até quando os maus prevalecerão sobre os bons? Inveja, não tente calar o canto desta cidade. Meu sorriso clama por liberdade, de dias que o abraço seja intenso e duradouro. Onde a amizade seja sincera. Seja recíproca. Tanta vaidade, no baile das máscaras. Jogo das cadeiras, cartas marcadas, vai e vem, e o pierrot apaixonado ainda chora pelo amor da colombina. Ultimo romântico?

Quem sabe, quem arriscará dizer? Em terra de cego, quem tem olho é Rei. Porém, eu sempre enxergo demais. Percebo além. Vejo sem censura. Todos os dias, provo corações, e sinto o cheiro de suas ilusões. Não ouço apenas palavras, interpreto intenções. Aprecio às entre linhas do não evidente. A voz do não dito . Sou metade razão, e metade intuição. Sempre acerto para onde sopra o vento. Muita gente pode dizer que não acredita. Cada um diz o que pensa. Mas, eu sei. Lá no fundo, eu sei! Será? 

Entre o sim e o não, quase sempre reside um talvez. São as infindáveis variáveis, onde quase tudo é regido pelas possibilidades e não por certezas. Vida que se revela em ondas, as vezes é roda gigante em um parque desagradável de diversões. Ondas acertam, nos fazem recuar. Remamos contra maré. Desejosos de águas tranquilas. De um lugar de descanso e paz. Até a maré novamente encher, anunciando grandes ondas de uma ressaca qualquer. E a vida gira. Tromba d'água, quedas não desaba.

O ditado de que o de cima sobe e o debaixo desse é brasileiro. Aqui papéis são sempre invertidos. Mas, o globo terrestre possui muitas bandeiras, e existe ditados para todos os gostos. Gosto de acreditar, na certeza, de que se a vida, também é roda gigante. Uma hora a gente chega do outro lado, em algum momento, a gente dá a volta por cima. As regras da bolsa de valores, se aplicam na vida. Existe "office family", para tentar perpetuar sua herança. Só que em grandes negócios, grandes riscos.

Embora, dinheiro se recupere, tempo perdido, não. Todos dias acordamos, olhamos para dentro de nós, janelas da alma, luz, e seus olhos são espelhos d'água. Oportunidades que evaporam com o tempo. Voam como folhas secas de outono, caem lentamente sobre estradas de paralelepípedo em uma tarde serena. Nós somos atraídos, por quem nos identificamos. Poderia salvar meu povo. Se meu povo acreditasse mais em si mesmo. Mas, meu povo trai, e é traído. Não sou amante! Embora Ame.

Me considero, um semeador de ideias. Escolhi melhores frutos, de melhores estações. Guardei suas sementes para tempo oportuno. Irei plantar em terra boa. Irei colher no tempo certo tudo que eu plantar. A Lei da semeadura não é obrigatória, a colheita sim. Semeando, vou com lágrimas! Sim, diga a Lua, após tantas madrugadas em claro, ainda planto o mesmo amor. Não sou pintor do tempo. Não sou o autor do mundo. Sou peregrino em terra desconhecida, chamada coração. Sigo suave...

Aqui tem desafios, tem descrenças, tem olhares, tem dramas, tem interpretações, tem gente que acha que sabe muito, e não sabe nada. Tem gente que pensa não saber, sabendo demais. Muitos imaginam o que será. Outros, nem se atentam do porvir. Tantos olhando a banda passar. Outros, apressados a fugir. Passos, se apertem ligeiro, pés cansados, desejam descansar. De grão em grão, eu faço celeiro. De gota a gota, deságua um oceano aqui. Quem tiver fome, farte-se. Quem sede tiver, sacia-se.

Pois, o tempo da fartura se chama hoje. Do amanhã, ninguém sabe o que será. Um mistico anunciou seu sonho. Ninguém deu ouvido ao menino sol. Ele amava todos, e alertou. Quem deu ouvido aos seus discursos sem afirmar, aí está o louco. Aí está o delírio. Travei todos pesadelos em mim, para que pudessem sonhar. Muitos prometeram e não cumpriram. Alguns votaram e se esqueceram. O ciclo se fez, o vento fez seu curso. Não há como renovar. Não há como reatar. O menino sol sabe.

Porém, há quem olhe para o céu? Quem lembra do menino? Ele tem pouco, menos que 5 pães e 2 peixinhos. Mas, o amor que carrega no coração, faz milagres no cesto, abastece multidões. Sigam a luz. Religião não salva. Cobiça não enriquece, nem se farta. Quer ser diferente, seja! Oportunidade não irá, correr atras de sonhos para vocês. Há desejos em teu coração? Talvez, lhe falte coragem, para tentar. Busque realizar seus sonhos. Labirintos, enigmas, escrevo por cadeados, escrevo futuro!

Nem o brilho do sol, mesmo que entre as nuvens. Nem mesmo, meu puro olhar que penetra a alma. Pode mudar o destino. Oráculos sabem, pois, os loucos sabem. Só os loucos, sabem. Nem a alma, que almeja trilhar caminhos guiados pelo sentimento, mudam o porvir! Intrigante e interessante, são os sentidos, que adormecem nosso ser e que cabe na palma de nossas mentes, não sei se você sabe, que mal se faz, mas, no final, o bem sempre vence. Então, siga em frente. Lua, siga e enfrente, seja!

Caso não consiga a jornada sozinha. Me procure, pense em mim, que retorno, com as antigas sementes que pode alimentar nossos sonhos e preservar a base do que construímos. Eles são o presente. Sim! Mas, eu e você somos o futuro! Ninguém entende hoje. Mas, um dia, todos lembrarão destas palavras aparentemente sem nexo e de profundo significado. Segue uma dica: Gen. 37. Lembre do sonhador. Lembre, seus irmãos não aceitaram seu sonho. Cova, traição, deserto, escravo, prisão!

Quando tudo parecia ter chegado ao fim. Não havia razão para ser feliz. Um império na fartura enxerga o caos. Um desassossego noturno incomoda com pesadelos um Faraó. O Egito precisava de ajuda. Da onde menos esperavam, veio a luz, veio esclarecimento. De sonhos, quem conhecia mais que José? Ele tem o dom. Ele ajuda sem pedir nada em troca. Por direito, após salvar todo um povo! Ele recebeu a recompensa dos céus. Instantes antes da realização, todo sonho parece pesadelo, confia

Nunca foi sorte, sempre foi Deus! 
Até breve...

Ninho, versão Oráculo.
Tom, presságio.




quarta-feira, 20 de junho de 2018

Sandy - Nosso Nó(s)


Sorrir pra mim?
Não deixe o sol se pôr...
Recrie o mundo
pra gente caber junto
Desalinhe o tempo
Diminua o espaço entre nós dois
Não desate nossos nós.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

SUFOCADO


Precisava de você, enquanto achava que você precisaria de mim. Estava enganado. É duro se enganar. Vida que segue. Qual é o motivo real que abriga nosso ser com potencia, e nos faz identificar em algo ou alguém uma resposta, e que na verdade não é? Existe razão que determine um ser, carecer tanto do outro, se o outro jamais foi solução? Motivos, respostas, soluções, talvez não se trate de nada disto. 

Do que se trata? É uma pergunta que martela meu ser? Mesmo assim, você nem imagina o que passa aqui dentro. Talvez seja a força de um pensamento que estou tentando esquecer. Poderia dizer só para tornar o assunto interessante, ser pragmatismo, intuição, com dose de saudosismo, mas, mentir não é elegante. Não fico muito contente com a ideia de ser mais um na multidão. Quero ser único.

Verdade, a vida jamais foi fácil para ninguém. Quando foi que desejei que fosse? Quando eu tentava tornar um espaço de convivência, o melhor lugar do mundo para se estar. Quando entregava o melhor de mim, para perceber um sorriso, uma alegria, a esperança de uma risada. Sempre que analisava como podia ser importante para o outro. Cômico, os outros não se importam. Isto incomoda.

Relações vazias, sem liga, sem profundidade, sem amalgamento, sem base, sem razão de existir. Todo ser muito intenso, deseja notar química presente nas relações, na ausência dela, fica compreendido não existir amor nem afeto. Efeito momentâneo, passageiro, e ineficaz. Um prazer a ser esquecido. Isso é um ultraje, para aqueles que possuem memórias fotográficas. 

Sem forte experiencia, não há lembranças. Sem lembranças, as memórias desaparecem. Sem memórias, não há passado, nem futuro. Sinto que o ser humano está abandonando a criatividade. Todo abandono vem seguido de uma dose substitutiva.  Deixando de ser criativo, noto humanos mais destrutivos, mecanizados, calculista, egoístas, perversos. Sinto medo do que tudo isto possa causar.

Quem ousa refletir como será nosso mundo, nosso único lar ao longo prazo? Alguém se importa? Estamos em uma Era de instantaneidades, tem que estar pronto, formatado, e tem que ser sempre para agora. Resolver isto hoje. Acabou o glamour, de se permitir, o frutificar das ideias. Na tentativa de afugentar a alma das falácias do cotidiano e não ser assassinado por um diletante qualquer.

Enquanto esperava que as convivências fossem uma explosão de verbenáceas. Recebo sobre meu ser, contínua verborragia. Isto agride minha mente inquieta, sinto tanta vontade de reagir. Quebrar as porcelanas, acabar com o fajuto show sádico daqueles que se exibem por não possuir nada à dizer. Tramas, dramas, está difícil encontrar alguém que me devolva o brilho no olhar. Alguém bacana.

Tudo sem sentido, supérfluo.  As pessoas exigem frutos do que não semearam. Colheita do oposto que fizeram. Não possuo contentamento nesta geração. Salvaria raras exceções. Estou cansado de viver assim. Queria que as pessoas voltassem a serem melhores. Até entre religiosos a espiritualidade foi banida no dom de promover paz e esperança. Mas, a raiz de todos os males impera! Que pena!

Sabe, precisava de você, para transmitir meu melhor e ver o resultado disto. Escalar montanhas. Correr nas areias da praia. Saltar de asa delta e respirar ar puro. Há um velho ditado: " Junte-se aos bons e será um deles. Junte-se aos maus, será pior que eles!". Na ausência dos bons, sinto medo de me tornar cada vez pior. Não posso fazer isto comigo mesmo, o próximo só merece o melhor de mim.

Faltou apenas teu olhar, para teu rosto meigo fotografar. Faltou teu sorrir, para me sentir em paz. Sobrou tanta coisa para não lembrar. Possa ser que eu me engane. Todo mundo erra em algum momento. Mas, nossa sociedade se tornou tóxica. Respostas ríspidas, maus tratamentos, truculências, foras desnecessários, elevado stress, agressões de todo tipo. Eu aqui observando e sentindo tudo!

Ninguém se coloca mais no lugar do outro. Jugam o próximo, metem o pau. Só sei que o amor faz o bem. Só sei que o bem vence o mal. Não esquento em ser chamado de louco. Se me preocupo com pouco, do sucesso retorna o sufoco. Ainda assim, não há como não notar a falta que pessoas boas fazem ao mundo. Estou decepcionado demais. Queria voltar no tempo. Queria saltar no futuro.

O presente não é mais seguro para mim. Me sinto intoxicado. Preciso de ajuda. Porém, existe alguém para me socorrer. Não sei ser transtorno. Só sei que está difícil aguentar. Assim que eu completar minhas duas ultimas missões. Tentarei fugir para algum lugar que eu sinta paz e construa minha felicidade do zero. Depois, retorno e busco meus amores. Falta pouco ninho, aguenta coração!

Não posso mentir para mim mesmo, ainda que eu tente negar, me sinto crescendo entre espinhos. Onde novo movimento, me firo, e sangra. Me sinto crescendo em arames farpados, onde meu próximo dia pode ser fatal. Se irei aguentar, não sei dizer. O que posso afirmar, é que estou disposto a tentar, mesmo que me custe a própria vida. Será que venço no final? Vou tentar, apenas isto!

Ninho, versão Fragmentado.
Tom, ruínas.

ELE TEM CURA ❤️‍🩹 PARA O CORAÇÃO FERIDO:

  Das mãos que sangram no madeiro santo, Brota o orvalho que consome o pranto. Mata em mim, ó traço purpurino, O laço vil que cega o peregri...